Autor Tópico: Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos  (Lida 29161 vezes)

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Offline Patrick

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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #120 Online: Junho 07, 2015, 09:05:01 am »
Dia 14 - Los Andes x Mendoza - 280 Kms
Era chegada a hora de deixar o Chile, depois de 8 dias andando por aquele país, era hora de deixá-lo para trás. Mas ficaram boas histórias, bom povo, novas amizades e muitos lugares bonitos por nós visitados. Sem contar no sonho realizado, até aquele momento, praticamente tudo que estava no planejado tinha sido visitado. Estava saindo do Chile com sensação de missão cumprida.
Saímos de Los Andes por volta das 08:00, estava um pouco frio, mas o tempo estava bastante limpo, mas o frio pegava forte. Começamos a andar pela Ruta 62 novamente, e logo a frente, fizemos uma parada para fotos. Um pouco atrás de nós, parou um motociclista com uma Harley Davidson, estava só. Falou com o Alencar e disse como era bom encontrar brasileiros, seu sotaque, não escondia suas origens. Era mineiro. Conversou com o Alencar e lhe deu um adesivo, quando o Alencar me deu o adesivo, logo reconheci de quem se tratava. Perguntei à ele: Você por acaso é o escritor do livro "Caminho para o céu"? E era ele, o Rômulo Provetti, motociclista e blogueiro (vale a pena visitar www.viagemdemoto.com). Eu não o conhecia pessoalmente, porém, li seu livro que relata uma viagem dele e de um amigo ao Peru, Chile, Argentina e Bolívia. O ápice do livro é quando eles visitam o Salar de Uyuni, e, devido à temporada de chuvas, o salar estava coberto de água e o céu se confundia com o chão, daí o nome do livro. Rômulo me contou que, no dia anterior ao nosso encontro, recebera a notícia que o seu companheiro havia se suicidado. Uma notícia muito triste para ele com certeza. A propósito, Rômulo voltava do Ushuaia em viagem solo. Parabéns Rômulo pela bela viagem.




Como estávamos em meio à uma grande cadeia de montanhas, o sol demorava para aparecer, dava pra ver que o céu estava bastante limpo, porém, sem sol, estava um pouco frio, continuamos andando e, logo me dei conta de onde estávamos: Os caracoles, uma grande subida com várias curvas de dar frio na barriga, são se não me engano 38 curvas. O Rômulo foi nosso guia ali, pois ele já havia passado por lá e nos sugeriu o melhor ponto para pararmos e tirar fotos. Mais um sonho realizado, sempre quis passar naquele lugar, e aquele dia estava realizando isso. Lá conhecemos um casal do Rio Grande do Sul, conversamos por um tempo e continuamos subindo.



















Durante a subida, existem várias espécies de túneis, porém têm outro nome, é um tipo de túnel que é vazado de um dos lados, sua finalidade é basicamente proteger os carros das pedras que rolam das montanhas, e acredito que também a neve durante o inverno. Aquela região deve ter muita neve, pois existem várias placas indicando que com neve o uso de correntes é obrigatório. Inclusive existem empresas que alugam as correntes para os mais desavisados. Mais à frente, passamos pela aduana chilena, mas esta, é apenas para quem está entrando no Chile, nós como estávamos saindo, faríamos a imigração no lado Argentino. Nos impressionou o tamanho da fila, mais de 2 kms de carros esperando para entrar no Chile. Como já falei anteriormente, a aduana chilena é bastante rigorosa e burocrática, sem contar que por se tratar de período de férias, o povo estava todo na estrada.
Mais a frente, chegamos ao túnel Cristo Redentor, situado à 3.185 metros sobre o nível do mar. É um grande túnel, e logo depois dele se chega ao primeiro posto de controle imigratório argentino. Lá, perguntei ao soldado que me deu um pequeno papel pardo e pediu que apresentássemos na aduana mais adiante. Lá paramos numa pequena lanchonete e degustamos uns alfajores argentinos. Conversei com 3 argentinos que voltavam de São Paulo de moto.










Quando chegamos na aduana, encontramos novamente o Rômulo, que nos perguntou se tínhamos visitado o Aconcágua, e tínhamos passado direto, na minha cabeça era depois da aduana, felizmente, depois da dica do Rômulo, retornamos uns 2 kms e fomos visitar o Aconcágua. Claro, não subimos ele, seria muita pretensão, porém, há um belo parque. Fomos até ele, e seguimos até o mirante, eu desisti no meio do caminho, o Gilmar, Débora e Alencar foram além. A Sara ficou cuidando das motos.







Voltamos para aduana e a fila era igual ou maior do que no lado chileno. Lá, encontramos também os amigos Robert e Nina. Aqueles do primeiro dia de viagem, donos da simpática cachorrinha Jullyta, que anda de moto. Estavam voltando do Chile também. Na aduana, ficamos muito tempo, umas 3 horas pelo menos. De todas que passamos, essa era a maior, você entra com o veículo e faz a imigração num grande galpão. Estava esquentando e não tinha jeito, tínhamos que esperar. Eram ônibus e muitos carros. Neste meio tempo, jogamos conversa fora, falamos com argentinos e com um brasileiro mochileiro que estava a 6 meses viajando pelo Chile e Argentina.
Finalmente cruzamos a aduana e seguimos, o caminho era muito bonito, em meio à várias montanhas e com um pouco de mata pelo caminho. Paramos em Uspallata para abastecer, esta é uma cidade que acho que vale uma nova visita, parece ser muito simpática e acolhedora.




Chegamos super cedo em Mendoza, nossa parada naquele dia. Havia uma visita marcada para a vinícola Trapiche, porém, não deu tempo. Sem contar que não encontrávamos o hotel de jeito nenhum. Seria melhor não ter encontrado. Hotel Panamericano, muito ruim, não recomendo para ninguém.
Como eu tinha poucos pesos argentinos, fui atrás de câmbio, fui no centro da cidade e fiz câmbio numa galeria com uns caras meio suspeitos, saí de lá preocupado em ser assaltado, peguei um taxi e voltei para o hotel, felizmente tudo bem. Passei numa fruteira e comprei peras e maçãs argentinas, muito boas e baratas. Não entendo que tendo frutas tão boas e baratas lá, eles não servem no café da manhã.
O Robert e a Nina se hospedaram lá também, a noite eles saíram para jantar. A Sara e eu ficamos no hotel descansando.
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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #121 Online: Junho 07, 2015, 10:44:37 am »
Ja pensei nos vinhos

tapatalk do Zô.
Por enquanto 2 rodas só na bike...

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Offline Patrick

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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #122 Online: Junho 07, 2015, 11:28:09 am »
Passou batido zo. Apenas pernoite. :(


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Offline Patrick

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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #123 Online: Junho 08, 2015, 09:04:05 am »
Dia 15 - Mendoza x Córdoba - 606 kms
Mais um dia de deslocamento, agora o nosso destino era a cidade de Córdoba. Tomamos aquele pseudo café da manhã argentino naquele hotel de -5 estrelas e fomos pegar as motos na casa do dono do hotel. Nos despedimos do Robert e da Nina que seguiram para outro lado e nós rumamos para a famosa Ruta 40, porém, bem diferente dos relatos que li sobre os trechos para as bandas de quem vai pro Ushuaia. Uma grande estrada duplicada, com largo acostamento e guard rails dividindo os dois sentidos. Nada de encontrar postos pelo caminho, até que pegamos o caminho pela cidade de Lavalle, onde encontramos um posto, porém só vendia Gás Natural.
Rumamos sentido Lavalle, como sugestão do Flavildo, isso encurtou um pouco a distancia do dia. Seguimos pela Ruta 142 até chegarmos em Lavalle, grandes retas e num dos trevos eu fiquei confuso, parei e consultei o bom e velho mapa. viramos a esquerda e bora seguir por aquelas retas intermináveis. Chegamos em Lavalle e fomos para o Posto, porém, o frentista nem nos deixou colocar as motos na pista, segundo ele, aquele era o último carro que ele abastecia, depois tínhamos que esperar descarregar o caminhão com gasolina que estava ali. Na Argentina, os tanques ficam embaixo das bombas, portanto, quando estão descarregando não é possível abastecer carros e motos. Perguntamos se havia outro posto, porém, estava a uma distância que as motos não chegariam. O jeito era esperar. Aproveitamos para tomar um café e comer alfajores. O Gilmar e o Alencar, começaram a ficar com pressa de voltar para casa, então, consultando o mapa, viram que poderíamos ir mais adiante do que Córdoba. Neste momento eu concordei com a mudança nos planos, não haveria problema. Depois das motos abastecidas, voltamos para a estrada. Na divisa das provincias de San Juan e Mendoza, pegamos a Ruta 20. Nisso começamos a subir montanhas e ter muito verde nas paisagens. Neste trajeto, passamos por Villa Dolores e Mina Clavero, aparentemente locais bastante turísticos, com muitos carros e gente para todo canto, uma grande variedade de restaurantes, bares, lojas de souvernirs, etc ao longo da estrada. Estava tudo bastante lotado, parece que era uma semana de feriado de carnaval e argentino não perde tempo para viajar. Depois destas cidades, pegamos uma região serrana que mais tarde descobri se chamar "Altas Cunbres", são grandes montanhas, com várias curvas e muita gente andando por lá. Inclusive muitas motos. Começou a ficar frio e o cansaço batia. Paramos num bar no meio das montanhas, já faltavam poucos quilômetros para chegarmos em Córdoba, e também por sugestão do Flavildo, havia uma pequena cidade antes chamada Villa Carlos Paz. Era a sugestão de pouso, e eu não estava mais afim de rodar, já era umas 5 da tarde e eu e a Sara estávamos cansados. Eu, particularmente, prefiro sempre seguir o planejado, acredito que as fatalidades estão fortemente ligadas a stress, cansaço e esgotamento, e na minha opinião, aquela era a hora de ficar no local planejado, para no dia seguinte seguir viagem. Estava tudo correndo dentro do planejado até então, faltavam uns 4 dias para chegarmos, não tinha porque se arriscar. Porém, o Gilmar e o Alencar, acharam melhor seguir mais adiante, para o dia render mais. Ok, cada um faz o que quer, porém, eu não estava mais afim de continuar, então, dei tchau e seguimos para Carlos Paz. Não era esse o planejado de nos separarmos, e nem foi este o discurso dos dois desde o início, sempre deixaram bem claro que seguiriam o planejado, que não iam se preocupar com o planejamento e que era para eu fazer o que era melhor. Porém, não foi o que aconteceu. Bola pra frente.
Fomos até Carlos Paz, e estava tudo lotado, vimos uns 6 hotéis e nenhum tinha nem uma casinha de cachorro para nos hospedar. Então optamos por ir para Córdoba. E lá fomos. Córdoba é uma grande cidade, com centro histórico, muitos prédios bonitos por todo o lado, com suas fachadas preservadas e grandes ruas. Lá começamos a nossa peregrinação por hotel. Também entramos em pelo menos meia dúzia e nenhum tinha vaga. Até que entrei num hotel 4 estrelas, perguntei o preço e pedi para tentar passar o cartão, visto que tinham um quarto disponível. O cartão passou, e foi ali mesmo, pagamos a fábula de $1.500 pesos argentinos, mas tudo bem. Aproveitamos para um belo banho de piscina, bastante relaxante.
A noite fomos até um bar na esquina do hotel, chamado Sorocabana, pedimos uma porção completa para dois de petiscos, mas se enganaram e mandaram uma porção para 5 pessoas. Fizemos uma bela refeição e tomamos 2 Quilmes de 1 litro cada e fomos dormir, amanhã o dia seria longo.
Neste dia não teve fotos, apenas deslocamentos. O dia acabou com algumas lições. Boas e ruins, mas enfim, acredito que com todas elas, aprendi algo, aprendi coisas que preciso mudar e aprendi que certas coisas é melhor relevar e seguir em frente.
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Offline Bastião (Giovani Buzzi)

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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #124 Online: Junho 09, 2015, 04:22:36 am »
Show, Patrick.

Os Caracoles são mesmo fantásticos. Pena que passam muito rápido. Aqueles túneis aos quais você se referiu são os COBERTIZOS, servem principalmente para proteger das avalanches, muito comuns no inverno.

E quanto aos stress de relacionamento, são absolutamente normais. Acontece com todo mundo, muito mais no final da viagem, depois de vários dias de convívio intenso. Além disso, a saudade da casa e da rotina agravam a situação. Sei de casos de amizades de anos que se desfizeram e de irmãos que ficaram sem se falar depois de uma viagem. O importante é entender que a amizade vale muito mais. E que um mero desencontro de oipiniões, agravado pelo stress de ambas as partes, não pode manchar uma coisa bonita. E, como você disse, tudo é fonte de conhecimento.

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Offline Patrick

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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #125 Online: Junho 09, 2015, 12:14:22 pm »
Show, Patrick.

Os Caracoles são mesmo fantásticos. Pena que passam muito rápido. Aqueles túneis aos quais você se referiu são os COBERTIZOS, servem principalmente para proteger das avalanches, muito comuns no inverno.

E quanto aos stress de relacionamento, são absolutamente normais. Acontece com todo mundo, muito mais no final da viagem, depois de vários dias de convívio intenso. Além disso, a saudade da casa e da rotina agravam a situação. Sei de casos de amizades de anos que se desfizeram e de irmãos que ficaram sem se falar depois de uma viagem. O importante é entender que a amizade vale muito mais. E que um mero desencontro de oipiniões, agravado pelo stress de ambas as partes, não pode manchar uma coisa bonita. E, como você disse, tudo é fonte de conhecimento.

Obrigado Bastião

Putz, não lembrava nem a pau o nome daqueles pseudo-túneis... hhehehehe
Não me conformo de não ter visto a ponte inca e o cemitério do aconcágua, este, passamos do lado e eu não dei bola.
Com relação às amizades, pois é... Ficou estremecida mesmo. Desde então, praticamente não nos falamos, não trocamos fotos, etc... Mas reforço novamente, fica o aprendizado.
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Offline Resmungão

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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #126 Online: Junho 10, 2015, 01:37:53 am »










Totalmente excelente estas fotos  :D  .clap .clap .clap .clap
Após 21 anos sem moto chegou a Falcon em 2008. E em 2013 mais uma: a Manny- Tiger800XC :). 2017 foi-se a Falcon e veio XREPepsi300 :/

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Offline André Latau

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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #127 Online: Junho 10, 2015, 05:25:56 am »
Patrick, infelizmente alguns lugares acabamos não visitando... são lugares que ficam pra próxima rsrsrsrrs

Abraço
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Offline Patrick

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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #128 Online: Junho 10, 2015, 06:30:24 am »
Patrick, infelizmente alguns lugares acabamos não visitando... são lugares que ficam pra próxima rsrsrsrrs

Abraço

Verdade André. Sem contar que temos que ter motivos pra voltar.
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Offline Patrick

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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #129 Online: Junho 11, 2015, 10:40:43 am »
Dia 16 - Córdoba x São Borja - 994 Kms
Naquela noite choveu muito, acordei várias vezes e ouvia a chuva batendo na janela do hotel, acordamos e fui preparar a moto, pela primeira vez em toda a viagem, era necessário completar o óleo dela. Quase 7.000 quilômetros sem colocar uma gota de óleo a mais. Essa moto é um trator. Depois disso, fomos para aquele belo café da manhã do hotel, que maravilha, comida de verdade. Pães, bolos, frutas, sucos e tudo que se tinha direito. Também, pelo preço que pagamos, tinha que ser assim mesmo. O café estava muito bom, mas as 07:30 já estávamos prontos para sair novamente, com uma chuva fraca, mas que logo após entrarmos na Ruta 19, a chuva apertou. Estava bastante forte e o asfalto tinha muitas poças de água ao longo da via. Mesmo assim, os pneus Michelin Anakee 3, deram conta do recado com maestria, drenava bem a água e não dava aquela sensação de aquaplanagem bastante comum, ainda mais que estávamos rodando entre 110 e 120 km/h. Seguimos andando num ritmo bastante forte, primeira parada depois de 200kms, uma perna bastante grande do que estávamos acostumados. Neste tempo a chuva parou e assim paramos à beira da estrada para tirar as roupas de chuva, começava a esquentar. Aproveitamos para comprar uns alfajores caseiros, deliciosos. Em San Francisco fizemos nosso primeiro abastecimento, a muito custo, o posto estava lotado de carros. Tive que esperar um pouco, graças a Deus tinha combustível.
Seguimos pela Ruta 19, até a cidade de Santa Fé, lá eu estava curioso para cruzar o famoso túnel Subpluvial santa Fé Paraná. É um grande túnel por baixo do Rio Paraná, o amigo André Carrazone me indicou esse lugar e lá fomos nós. No primeiro momento, achei que tínhamos errado em algum lugar, pois entramos na cidade e passamos uma ponte, andamos vários quilômetros dentro da cidade e depois numa grande estrada de pista dupla, achei que tinha passado direto pelo túnel. Mas até começamos a avistar placas indicando o túnel. Antes de entrar nele, pagamento de 13 pesos para passar, viva os pedágios. Depois cruzamos aquele imenso túnel embaixo daquela imensidão de água, infelizmente, na entrada dele não dava pra avistar o rio, mas é uma sensação muito louca saber que se está debaixo daquele grande rio.
Na saída de Paraná, paramos para abastecer e logo pegamos a estrada de novo, este dia as puxadas eram longas e assim foi, fomos em Direção à cidade de Federal, e o calor apertava forte. Além de fortes rajadas de vento, mas à esta altura, já estávamos familiarizados com aquele vento todo.
Fizemos mais uma rápida parada e seguimos mais alguns quilometros até Paso de Los Libres, antes, paramos para abastecer, queria aproveitar para gastar um pouco dos pesos argentinos que ainda tinha.
Na aduana, para nossa surpresa, nossos amigos estavam lá, achei que já estavam no Brasil, porém, nos encontramos na aduana. A Sara foi fazer sua imigração e eu esperei na moto, não queria tirar mala de tanque, carregar capacete, etc. Depois eu fui, super rápido e já estava liberado para passar a ponte e entrar no Brasil. Nossa, como foi bom ver a nossa bandeira verde amarela, conversar com as pessoas em português, já me sentia em casa. Conversei com a Sara para avaliarmos nossas condições físicas e optamos por rodar mais um pouco, até São Borja, e lá fomos nós para mais 180 kms. A BR-285 está bastante judiada pelos caminhões que vão e vem para Argentina e também caminhões de grãos das safras da região. São muitas ondulações e este trecho se torna bastante cansativo. Mas para compensar, fomos presenteados com um belo por do sol.
Chegamos em São Borja, ainda com a luz do dia, fomos abastecer a moto e procurar hotel, desta vez, facilmente encontrado. Não queríamos sair para comer e o recepcionista do hotel nos sugeriu um lanche que entregavam no hotel, pedimos dois Mega X Salada gaúcho, comemos e cama.
Aquele dia foi animal, superação total. chuva, vento lateral, calor e uma quilometragem nuca feita por nós antes. Não dava para acreditar que no final da viagem ainda teríamos coisas a superar e a viver.











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Offline Bastião (Giovani Buzzi)

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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #130 Online: Junho 12, 2015, 04:12:16 am »
Realmente, Patrick,
Viajar é ótimo. Mas voltar é ainda melhor. A sensação de chegar no posto de gasolina, e falar pro frentista "enche essa p... até o talo" sem se preocupar em ficar escolhendo palavras para se fazer entender.
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Offline Diego Paz

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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #131 Online: Junho 12, 2015, 05:38:03 am »
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Offline João_Biela

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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #132 Online: Junho 12, 2015, 05:58:28 am »
Devia ter levado o Argentino dentro do baú e largado lá jogado as traças...  kkkkk; kkkkk; kkkkk;
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Offline Patrick

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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #133 Online: Junho 12, 2015, 06:20:31 am »
Realmente, Patrick,
Viajar é ótimo. Mas voltar é ainda melhor. A sensação de chegar no posto de gasolina, e falar pro frentista "enche essa p... até o talo" sem se preocupar em ficar escolhendo palavras para se fazer entender.

Pois é Bastião... confesso que lá pelo décimo dia, começou a fazer falta algumas coisas, como a minha cama, etc.. Sem contar na família... Mas me obriguei a isolar estes pensamentos, senão ia atrapalhar o decorrer da viagem... Sem dúvida nenhuma, parar de escolher as palavras é bom... Mas eu já tava até me dando bem com "los hermanos", mí español és poco malo, pero se pueder entender.. acho que o final não tá certo... hehehee

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Valeu Diego, os argentinos são muito simpáticos, pelo menos por onde andamos, diferente dos chilenos... Infelizmente não iremos amanhã... Fica pra próxima...

Devia ter levado o Argentino dentro do baú e largado lá jogado as traças...  kkkkk; kkkkk; kkkkk;

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Offline Diego Paz

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Re:Expedição La Mano - Argentina e Chile - Relatos
« Resposta #134 Online: Junho 12, 2015, 06:34:18 am »
Que pena véio (de não irem amanhã)

Que bom véio (que não aceitam devolução)  kkkkk;

Abs